Debate mostra “ponto de partida” do jornalismo cultural
O sétimo e último painel do MediaOn 2008 discutiu o uso dos blogs e das redes sociais, como MySpace e Orkut, para a cobertura jornalística na área de cultura. Na opinião dos participantes, as redes e blogs devem ser o “ponto de partida” para o jornalista cultural, “não o ponto de chegada”.
“Os blogs e as redes têm que ser a fonte inicial para a gente [o jornalista] trabalhar”, disse o repórter do iG Maurício Stycer, que mediou o debate. A diretora da produtora Gatacine, Aleksandra Zakartchouk completou: “Os blogs facilitam o acesso à informação, mas o jornalista tem que investigar”.
Aleksandra foi uma das debatedoras do painel, ao lado do também diretor da Gatacine, Rodrigo Tavares, e da coordenadora de conteúdo do MySpace Brasil, Marina Valle.
Aleksandra e Tavares apresentaram trailers de produções da Gatacine e mostraram os blogs que criaram como forma de divulgação dos filmes. No caso de “Colegas”, que será estrelado por atores sindrômicos, Aleksandra contou que no blog já há uma comunidade de pessoas dando força aos atores. “Eles ficam felizes com o feedback e isso se torna um incentivo”, comentou.
“A internet é a mídia mais eficiente, ágil e democrática para falar com o público”, comentou ainda Aleksandra, que também mostrou o blog criado para a divulgação do filme “La Riña” (“Rinha”), da Gatacine. “O blog acabou virando uma das maiores referências para a imprensa”, afirmou.
Marina Valle disse que no caso da rede social e portal MySpace, que é uma das maiores plataformas para a divulgação de bandas musicais, um músico ou uma banda é destacado no espaço dedicado a notícias (dentro do MySpace) quando os editores de conteúdo percebem que sua página teve muitos acessos. “A gente vê que tem algo diferente aí, então divulgamos”.
A diretora do MySpace deu o exemplo de Mallu Magalhães, artista que divulgou suas músicas e vídeos apenas na internet. Seu trabalho foi reconhecido pelos internautas antes que a cantora estivesse em jornais ou revistas.
Na opinião de Tavares, é preciso que o artista comece a divulgar seu trabalho “com aquilo que ele têm”, com todas as ferramentas disponíveis na internet, e contou: “Nós [Gatacine] criamos site, colocamos vídeo no YouTube, fizemos blog”. Mas o diretor ressaltou que, para que o trabalho artístico seja conhecido e reconhecido, é importante que um jornalista escreva sobre ele.
Você pode assistir a este e aos outros seis painéis do seminário de jornalismo online MediaOn na íntegra aqui no site do evento.







